Porém, atualmente, não é exatamente o que acontece, pois, o jornalismo passa um conceito banalizado e não se vê um aprofundamento amplo que permita ao leitor entender exatamente o que significa sustentabilidade. E segundo Girardi, Massierer e Schwaab, isso ocorre por causa do contexto histórico dessa profissão, caracterizada por pertencer a empresas privadas com interesses globalizados. Assim, os meios de comunicação em geral acabam por propagar visões de mundo e de mercado que, muitas vezes, induzem o leitor/telespectador ao consumismo.
O que não é algo sustentável, pois a sustentabilidade implica em se ter um equilíbrio econômico, espacial e social. E, para Capra (2002), se não houver essa concordância o mundo está exposto a uma catástrofe e os danos podem ser irreversíveis. "Nessa precária situação, é essencial que a humanidade reduza sistematicamente o impacto de suas atividades sobre o meio ambiente natural" (Capra, 2002, p. 157).
Portanto, percebe-se que o jornalismo e outros meios de comunicação, por induzirem à reflexividade, são importantes ferramentas sustentáveis para tornar a sociedade mais consciente e fazer com que esta cuide e respeite mais o meio ambiente. E, para isso ocorrer, a mídia precisa tratar o tema ambiental com mais relevância e levantar questões que possibilitem ao homem continuar vivendo nesse planeta. "Na perspectiva das Ciências Sociais, estamos diante do desafio de fazer um jornalismo dialógico e embasado. Um jornalismo reflexivo, capaz de atuar a favor da vida e de ver a teia das relações existentes" (in Girardi; Massierer; Schwaab).
O referencial teórico utilizado para a construção dessa matéria está disponível em:
0 comentários:
Postar um comentário