Vazamento de petróleo no Golfo do México afeta fauna e flora local

O documentário Nosso Planeta, Nossa Casa, de Yann Arthus-Bertrand, foi lançado em 5 de junho de 2009, no Dia Mundial do Ambiente. A obra tem como objetivo retratar os estragos ambientais causados pelos seres humanos na natureza. Para isso, o diretor usa e abusa do uso de imagens que retratam a natureza existente em nosso planeta, a fim de mostrar ao telespectador a beleza e a riqueza ecológica que possuímos.
No entanto, ao mesmo tempo em que enaltece nossas paisagens, o diretor chama a atenção para a destruição causada por nós mesmos a diversos sítios ecológicos em todo o mundo, sendo a maioria deles destruídos por motivos econômicos, entre eles, a exploração da terra no processo de cultivo.
A obra pode soar pessimista nos primeiros minutos de exibição, levando os telespectadores a pensarem que não há mais salvação para o nosso planeta, no entanto, a principal mensagem desenvolvida pelo filme é conscientizar a população que apesar de toda destruição ainda há tempo para salvar nossa casa.

Essa deveria ser a mensagem transmitida no Dia Mundial do Ambiente, que aconteceu ontem, porém, estamos enfrentando no momento aquele que já é considerado um dos maiores e mais graves acidentes ecológicos da história.

No dia 20 de abril, terça-feira, explodiu na região do Golfo do México, uma plataforma da empresa petroleira, British Petroleum (BP). Dois dias após a explosão, a plataforma afundou.
De acordo com o site G1, cerca de “5 mil barris estavam vazando por dia no mar”, e a mancha de petróleo que encobria o mar do Golfo era maior que o país da Jamaica.

O principal estado norte-americano afetado pelo desastre foi a Lousiania, onde se concentram cerca de 40% dos pântanos e mangues do país. Além disso, o local é extremamente rico em diversidade de fauna e flora, e habitat de diversas aves e peixes.

Esse é um dos principais problemas causados pelo vazamento de petróleo. Além da poluição dos mares, a vida de centenas de animais está ameaçada devido a rapidez com que o produto está se espalhando pelo local. Além disso, a indústria pesqueira da região está sendo afetada.

A maioria das empresas petrolíferas afirma ter planos para a contenção de possíveis vazamentos de petróleo nos mares, porém, esse não é o caso da British Petroleum. Para evitar a dispersão do fluído no mar, a empresa colocou tubos de contenção ao redor das áreas mais afetadas e começou a jogar dispersantes na região, para destruir as manchas do fluído.

A preocupação de ambientalistas e da população em geral, no momento, é a tentativa de proteção dos animais da região, enquanto a empresa petrolífera tenta consertar seu erro.

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